Dados de mundo real
Ter dado estruturado não é ter evidência. E confundir os dois sai caro.
Existe uma escada entre coletar informação e produzir evidência clínica. Cada degrau exige algo que o anterior não tinha. Esta página diz exatamente em quais degraus a TrackFit atua — e em quais não atua.

A escada
Cinco degraus que costumam virar um só na conversa comercial.
A confusão entre eles é o erro mais comum — e o mais custoso — em projetos de dados em saúde. Cada linha abaixo tem uma exigência própria.
- 01
Coleta estruturada
Estado: Disponível hojeCapacidade tecnológica de organizar informação de forma consistente, versionada e rastreável.
É o que a plataforma faz.
- 02
RWD — dados de mundo real
Estado: Depende do programaDados relacionados à saúde ou à prestação do cuidado, coletados fora do contexto de um ensaio clínico controlado.
A coleta longitudinal da TrackFit pode compor uma base de RWD.
- 03
Estudo observacional
Estado: Em preparaçãoProjeto de pesquisa não intervencional, com protocolo, população definida, método analítico e governança.
É um projeto do patrocinador, com responsáveis próprios. A plataforma pode ser a infraestrutura de coleta.
- 04
RWE — evidência de mundo real
Estado: Em preparaçãoEvidência clínica derivada da análise adequada de dados de mundo real.
Resulta do estudo, não da plataforma. A TrackFit não produz RWE sozinha.
- 05
Evidência regulatória
Estado: Em preparaçãoResultado que atende a requisitos adicionais de uma agência para uma finalidade específica.
Depende de requisitos, qualificação de dado e validação que estão fora do escopo da plataforma.
O que entregamos
Infraestrutura de coleta, com incerteza declarada.
O valor da TrackFit em um projeto de dados de mundo real está em três coisas: frequência, estrutura e rastreabilidade. Nenhuma delas é evidência — todas são pré-requisito dela.
Frequência
Coleta diária ou semanal no canal do paciente, em vez de medições esparsas dependentes de memória.
Estrutura
Respostas em formato consistente, com o conteúdo da pergunta congelado no momento da coleta e versionado.
Rastreabilidade
Cada evento com data, desfecho e motivo — inclusive as ausências, que são informação e não lacuna a ser preenchida.
Como falamos disso
Verbos que usamos, e verbos que não usamos.
A escolha do verbo é o que separa uma proposta sustentável de um problema na diligência.
Usamos
- estrutura dados que podem apoiar projetos de RWD
- oferece infraestrutura de coleta longitudinal
- organiza informações reportadas para análises autorizadas
- contribui para bases estruturadas, sujeitas a protocolo e validação
- permite identificar pontos de abandono
Não usamos
- gera RWE automaticamente
- dados prontos para submissão regulatória
- plataforma de pesquisa clínica
- comprova eficácia ou segurança
- reduz abandono / aumenta adesão
Perguntas frequentes
Sobre RWD, RWE e pesquisa observacional.
A TrackFit gera RWE?
Não por si só. Ela estrutura dados longitudinais que podem apoiar projetos de RWD. Transformar isso em evidência exige protocolo, método analítico, governança e validação — e essas etapas pertencem ao estudo, não à plataforma.
Os dados servem para submissão regulatória?
Não afirmamos isso. Uso regulatório exige qualificação do dado, aderência a requisitos específicos da agência e validação que a plataforma não realiza. Se esse for o objetivo, ele precisa ser desenhado com os responsáveis metodológicos e regulatórios desde o início.
Vocês substituem EDC, eCRF ou CRO?
Não. A TrackFit é infraestrutura de acompanhamento e coleta estruturada pelo canal do paciente. Não é sistema de pesquisa clínica regulada, e não deve ser usada como tal.
Que qualificações o dado carrega?
Cada recorte agregado leva um nível de confiança declarado, que combina tamanho de amostra, taxa de resposta, completude, recência e a origem do dado. Declarar a incerteza é parte da entrega, não uma nota de rodapé.
Se o objetivo é evidência, comece pelo desenho.
Conte qual pergunta precisa ser respondida e com que rigor. Dá para dizer, com precisão, o que a coleta sustenta e o que precisa vir de outro lugar.