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ePRO e desfechos reportados

O sintoma que o paciente lembra na consulta não é o sintoma que ele teve.

Desfecho reportado pelo paciente é a informação que só ele tem: dor, cansaço, número de episódios, impacto no dia. Coletado uma vez por trimestre, vira memória. Coletado no dia, vira dado.

Ilustração abstrata de uma grade regular de traços curtos, com brilho crescente da esquerda para a direita.

PRO, ePRO e o que muda entre eles

PRO (patient-reported outcome, desfecho reportado pelo paciente) é qualquer informação sobre o estado de saúde que vem diretamente da pessoa, sem interpretação de um profissional. ePRO é a coleta eletrônica desse mesmo desfecho. A diferença não é só de meio: a coleta eletrônica permite frequência, carimbo de tempo e estrutura, três coisas que um questionário de papel na sala de espera não entrega.

Há também a experiência reportada pelo paciente (PREM), que trata da vivência com o cuidado e não do estado de saúde. São coisas distintas e vale não misturá-las na hora de desenhar a coleta.

Por que a frequência importa

Em doença crônica, o sintoma oscila. Uma medição trimestral captura o dia da medição — e a lembrança do paciente sobre as semanas anteriores, que é reconhecidamente imprecisa. A coleta diária muda a natureza do dado: em vez de uma fotografia, produz uma série.

O custo dessa frequência é a fricção. É por isso que o canal importa tanto quanto o instrumento: perguntar todo dia só funciona se responder levar segundos e acontecer onde a pessoa já está.

Como a TrackFit coleta

  • Perguntas curtas, no ritmo do protocolo

    Estado: Disponível hoje

    Diárias, semanais ou em dias específicos do ciclo, com indicador de progresso e opções numeradas.

  • Conteúdo versionado por sessão

    Estado: Disponível hoje

    O conjunto de perguntas fica congelado no momento da coleta. Editar o questionário depois não reescreve o que já foi perguntado.

  • Resposta em linguagem natural, com confirmação

    Estado: Disponível hoje

    O paciente pode escrever com as próprias palavras. A plataforma reconhece em camadas e confirma antes de gravar, em vez de forçar um formato rígido.

  • Ausência registrada como ausência

    Estado: Disponível hoje

    Dia sem resposta não vira valor zero nem é preenchido depois. Fica marcado, com o motivo.

  • Índices calculados sobre a coleta

    Estado: Depende do programa

    Fórmulas explícitas, configuradas por programa e aplicadas sobre as respostas já coletadas.

Perguntas frequentes

Sobre coleta de ePRO.

Qual a diferença entre PRO e ePRO?

PRO é o desfecho reportado pelo paciente — informação que vem diretamente dele, sem interpretação de um profissional. ePRO é a coleta desse mesmo desfecho por meio eletrônico. A TrackFit coleta ePRO pela conversa de WhatsApp.

Os instrumentos são validados clinicamente?

A plataforma implementa fórmulas explícitas e auditáveis, e o conteúdo de cada questionário é versionado. Não declaramos validação clínica formal dessas implementações. Se o programa exigir instrumento validado com licenciamento próprio, isso entra no desenho do projeto.

Dá para usar escalas e índices já existentes?

A configuração de novos indicadores é feita no backoffice, ligando a fórmula às perguntas coletadas. A adequação de um instrumento específico — incluindo licenciamento, tradução e validação cultural — é decisão do programa, não do fornecedor da plataforma.

Como se garante que a resposta é do paciente?

A conversa acontece no número do próprio paciente, e cada resposta fica registrada com data, hora e a versão exata da pergunta feita naquele momento. Isso é rastreabilidade da coleta — não é autenticação forte de identidade, e não apresentamos como tal.

Qual desfecho o seu programa precisa acompanhar?

A partir do instrumento e da frequência desejada dá para desenhar a grade de coleta e dizer o que é configuração e o que é desenvolvimento.